segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

CONFIANÇA QUE SUPERA AS LIMITAÇÕES HUMANAS...

No mercado de trabalho extremamente competitivo da sociedade em que vivemos, na qual aparência, equipamento e treinamento promovem confiança para o sucesso, que outras alternativas teriam aqueles que desejam vencer segundo os princípios da Palavra de Deus?

As diferenças entre dois homens.
Na Escritura Sagrada, mais especificamente no capítulo 17 do primeiro livro que leva o nome do sacerdote Samuel, está o relato do famoso confronto entre Davi e Golias. Na verdade, tal evento é conhecido não apenas pela Bíblia, mas também através de histórias adaptadas, desenhos animados e até filmes para a televisão e o cinema. Em cada caso, uns são mais fiéis à descrição bíblica, outros, menos.
Qualquer pesquisa, por mais superficial que seja, fornece informações interessantes sobre estes dois homens tão diferentes, que encaravam as situações da vida de formas diferentes e que, por causa disso, chegaram a fins tão diferentes em suas existências. Deste duelo singular é possível extrairmos lições preciosas, aplicáveis não apenas em nossos negócios ou estudos, mas também em quaisquer outras áreas de nossas vidas.
Golias era natural de Gate, uma das cinco principais cidades da Filístia. Sua altura era de “seis côvados e um palmo”. O Novo Dicionário da Bíblia informa que tal medida provavelmente corresponderia hoje a 3,20 metros – impressionante, mesmo para os padrões atuais. É relevante saber que foram encontrados na Palestina esqueletos humanos de estatura semelhante, do mesmo período: cerca de 1.100 a.C.
Davi, da tribo de Judá, era o caçula de oito irmãos e viria a ser o segundo rei de Israel. Foi pastor das ovelhas de seu pai, harpista no paço real e compositor da maioria dos salmos conhecidos. O autor do livro de Samuel informa que era “ruivo, de belos olhos e boa aparência”. Sabe-se que ele não era alto.

Em que confiava Golias?
O duque François de La Rochefoucauld (1613-1680), um dos críticos mais severos de sua época dentre os nobres franceses, escreveu: “A confiança que temos em nós mesmos reflete-se em grande parte na confiança que temos nos outros”. Este pensamento aplica-se, pelo menos em parte, na situação vivida por Golias, pois percebemos claramente que suas atitudes e posteriores conseqüências resultam do objeto – ou objetos – sobre o qual ele depositava sua confiança. Então vejamos...
Em que confiava Golias? Em primeiro lugar, confiava em sua aparência. Ele era meio metro mais alto do que os maiores jogadores de basquete norte-americanos da atualidade, ou seja, alguém difícil de ser suplantado. Sua elevada altura impunha respeito e provocava temor. Em segundo lugar, ele confiava em suas armas. Usava um capacete maciço, uma enorme armadura, grandes caneleiras e um dardo – tudo de bronze – nas partes do corpo que precisavam de proteção. Ele carregava uma lança com ponta de ferro que pesava quatro quilos. Por fim, confiava também em suas capacidades, isto é, em seu treinamento.
O Dr. Lynn Anderson explica: “As tropas naqueles dias eram constituídas normalmente por rapazes do campo e pastores recrutados em fileiras, após alguns profissionais militares. Freqüentemente, na batalha, cada lado enviava um profissional à luta”. Golias era um desses, cuja confiança expressa num desafio: “Escolhei dentre vós um homem que desça contra mim. Se ele puder pelejar comigo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis”.

Em quem confiava Davi?
É verdade que o jovem pastorzinho havia defendido seu rebanho de animais selvagens, mas nenhum que se comparasse à ameaça de um homem fisicamente privilegiado, fortemente armado e adequadamente treinado.
Antes de tudo, Davi confiava em suas experiências com Deus, como ele mesmo explicaria ao rei Saul: “Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei.... O Senhor me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu”.
Davi confiava também nas promessas de Deus, como declararia ao gigante: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel”.
E certamente Davi confiava no poder sobrenatural de Deus. Flávio Josefo, escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. comenta: “Davi, por quem Deus combatia de maneira invisível, avançou corajosamente contra Golias, tirou uma pedra da sacola, colocou-a na funda e lançou-a com tal rapidez, que tendo atingido o gigante no meio da testa, penetrou-lhe dentro da cabeça e o fez cair morto, com o rosto por terra”.

As outras alternativas.
Como é possível observarmos, além de aparência, equipamento e treinamento, o profissional cristão – bem como o estudante, o marido e pai, a esposa e mãe, filho e irmão cristãos –, tem alternativas para atingir vitória e sucesso em seus empreendimentos e relacionamentos que corroborem para o louvor da glória de Deus.
Enquanto tantas pessoas buscam a realização de seus objetivos e a solução de seus problemas confiando unicamente naquilo que é tangível, plausível e verossímil, os cristãos exercitam uma confiança que supera as limitações humanas, como as de Davi foram superadas porque confiava nas experiências, nas promessas e no poder de Deus. Como está escrito: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3:5). A esta confiança a Bíblia dá o nome de fé. Foi esta confiança o fator decisivo na história da vida de Davi.
O Dr. Charles Swindoll, pastor, professor e presidente do Seminário Teológico de Dallas, Texas, EUA, autor de mais de 40 livros, comenta: “A beleza desta história é que ela dá um exemplo perfeito de como Deus opera... Não precisamos ser eloqüentes, fortes ou de boa aparência. Não temos de ser belos e brilhantes ou ter todas as respostas para sermos abençoados por Deus. Ele honra a nossa fé. Tudo o que o Senhor nos pede é que confiemos nele, que nos coloquemos diante dele com integridade e fé, e ele vencerá a batalha”.Com propriedade, o Dr. Swindoll conclui: “Deus está apenas aguardando o seu momento, esperando que confiemos nele para capacitar-nos a combater nossos gigantes”. Deus permita que esta compreensão da história de Davi e Golias sirva para que você e eu expressemos tal confiança, que supera todas as limitações humanas.

2 comentários:

wagner disse...

Show de bola Rev. Oslei...super edificante esse txt..
Deus o abencoe , ilumine e capacite sua mente ainda mais...


Wagner NY

Dani disse...

Bem legal mesmo esse texto!!!
Que bom ter tido a oportunidade de lê-lo num momento tão propício...

clarissa Tf