quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O QUE PENSAM AS PESSOAS SOBRE VIDA APÓS A MORTE?


Resultados de uma pesquisa sobre vida após a morte.
O INBRAPE - Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos divulgou, no ano de 2001, os resultados de uma pesquisa realizada, enfocando a crença na vida após a morte. O referido órgão entrevistou, entre os dias 18 e 22 de janeiro daquele ano, 502 pessoas, todas moradoras do município de Londrina, no Estado do Paraná. As entrevistas foram pessoais, sendo a amostragem não aleatória, distribuídas nas quatro regiões da cidade. Entre outras, foram abordadas questões sobre vida após a morte e o que acontece com a alma ou espírito após a falência do corpo.
Os resultados da pesquisa podem significar apenas números para um estudante de estatística, mas, para os cristãos preocupados em comunicar a mensagem da salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo (Efésios 2:8) àqueles que ainda têm o entendimento obliterado pelo deus deste século para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo (2 Coríntios 4:4), são alarmantes!
Observemos e analisemos as informações obtidas: dos que crêem na sobrevivência da alma, 58% acreditam que esta vai para o céu, inferno ou purgatório. Percebemos que nesta categoria de pessoas estão somados católicos e evangélicos, pois ambos os grupos crêem na vida eterna, ainda que discordem quanto a uma terceira possibilidade de destino, o purgatório. O apologista católico Fernando Cardoso o define como o lugar onde, entre tormentos, são purificadas as almas dos que morreram sem ter resgatado a totalidade da pena merecida por seus pecados antes de chegar ao céu.
Ainda entre os que crêem na vida após a morte, 34% acreditam que a alma continua em atividade no mundo espiritual, conforme o grau de evolução. Entendemos que este grupo expressivo representa os que aceitam a teoria da reencarnação, isto é, explicada pelos kardecistas como meio de purificação do espírito. Conforme Allan Kardec, quando o espírito não atinge a perfeição durante a vida corpórea, é submetido a uma nova existência, que se repete tantas vezes quantas forem necessárias para, por fim, tornar-se um espírito puro.
Dos entrevistados, 5% acreditam que tudo acaba com a morte. Estes não crêem, por ignorância ou propositadamente, em qualquer prosseguimento de vida no além-túmulo. De certa forma, assim crêem os adeptos da Igreja Mundial de Deus, os Adventistas do Sétimo Dia, os Testemunhas de Jeová e muitos outros grupos religiosos hodiernos, com relação aos “infiéis” ou “incrédulos”. É a doutrina do aniquilacionismo, “a qual alega que, após a morte, a alma do ímpio não será punida eternamente num inferno literal, mas, ao invés disso, simplesmente deixará de existir”.
Por fim, 2% dos entrevistados acreditam que todos vão para o céu. Este é o grupo dos que defendem o universalismo, também identificado pelo termo grego apocatástases: sustenta que todos alcançarão completa salvação e ninguém será reprovado. No final dos tempos Deus reconciliará consigo todos os seres humanos, independentemente das obras, méritos e intenções de cada um.

Respostas bíblicas aos ensinos heterodoxos.
Em seu Dicionário de Teologia, o Pr. Claudionor Côrrea de Andrade, professor de teologia sistemática e filosofia, define a vida após a morte na perspectiva cristã como o período que se segue à morte física do ser humano, abrangendo: o estado intermediário, que vai da morte à ressurreição corporal; a ressurreição com o conseqüente julgamento; o destino eterno.
Entendemos por heterodoxo (não ortodoxo) todo ensino que contraria os princípios ou doutrinas de uma religião, compreendendo que ortodoxia é o ensino religioso tido como verdadeiro. Os resultados da pesquisa do INBRAPE revelam o quanto estes ensinos heterodoxos sobre vida após a morte estão arraigados na sociedade londrinense e, permitamo-nos inferir, na sociedade brasileira. Isto significa que milhares de pessoas são e estão enganadas quanto ao modo da sua salvação e o destino eterno de suas almas.
Aos que crêem no purgatório enquanto meio de purificação para se chegar ao céu, a Bíblia ensina que Cristo é o único caminho para a salvação (João 14:6; Atos 4:12) e que esta nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Jesus (Romanos 3:22-28). Neste processo recebemos de Deus o perdão dos nossos pecados (Atos 10:43; Romanos 4:6-8), e somos livres de toda condenação (Romanos 1:16; 1 Coríntios 1:18). A Bíblia Apologética afirma que: “Basta crer no coração que Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou fisicamente dentre os mortos. Teremos, então, assegurados o perdão e a ressurreição do nosso corpo. Este é o plano amoroso de Deus para perdoar os pecadores”.
Aos ensinos kardecistas a Bíblia responde que aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo (Hebreus 9:27), desmentindo assim a teoria da reencarnação. Ao invés de existências repetidas, em Cristo temos consolo e conforto muito mais eficazes: somos libertos da ira vindoura de Deus (Romanos 5:9), temos participação em Sua glória (Romanos 8:29; 2 Ts 2:13-14) e receberemos nossos galardões (Apocalipse 2:7).
Aos que crêem no aniquilacionismo e no universalismo, a Bíblia responde, novamente afirmando que após a morte todas as pessoas serão julgadas (Hebreus 9:27). Tanto salvos quanto perdidos ressuscitarão, os primeiros para viver com Cristo nos céus e os últimos para sofrer justa punição, isto é, o tormento do inferno - a separação eterna de Deus! O universalismo é uma idéia antiga, cuja origem relaciona-se com o Zoroastrismo - antiga religião da Pérsia, fundada por Zoroastro, também chamado Zaratustra (660 a.C.) e com outras religiões orientais. Teve vários e diferentes proponentes através dos séculos, mas foi considerado herético nos círculos cristãos tradicionais.
A Bíblia de Estudo de Genebra assevera: “A Bíblia não ensina que, após a morte, haja outra possibilidade de salvação para o perdido (Lucas 16:26). Depois da morte, tanto os piedosos como os ímpios colherão o que tiverem semeado neste mundo (Gálatas 6:7-8)”. Além do mais, não podemos ignorar o ensino bíblico quanto a realidade do inferno, o lugar de habitação dos condenados à punição eterna, no Juízo Final (Mateus 25:41-46; Apocalipse 20:11-15).

As nossas atitudes diante da realidade.
Os resultados da pesquisa são alarmantes porque nos revelam a confusão dos ensinos contraditórios que têm sido veiculados pelas várias religiões não-cristãs e seitas pseudo-cristãs de nossos dias. Milhares de pessoas estão, inadvertidamente, aceitando estes ensinos como verdade. O problema maior é que o conceito da realidade da vida após a morte vai interferir, direta ou indiretamente, em sua compreensão do caminho para a sua salvação. A maioria das proposições mencionadas até agora são incompatíveis com o plano de Deus para a redenção da humanidade proposto no ministério de Cristo. O que pode fazer o cristão quando seres humanos caminham a passos largos em direção ao inferno, alheios ao destino que lhes aguarda? Podemos pensar em três atitudes...
Primeira, a atitude de intercessor: orar a Deus por todos os homens (1 Timóteo 2:1) e em favor das vítimas dos hipócritas que falam mentiras (1 Timóteo 4:2). São da missionária irlandesa Amy Carmichael (1867-1950) as belas palavras: “Ah, quem me dera ter grande paixão pelas almas, ter uma compaixão que se apieda! Ah, quem me dera ter um amor que amasse até à morte, um fogo que me consumisse! Ah, quem me dera ter o poder da oração vitoriosa, que se derrama em favor dos perdidos! Uma oração vitoriosa em nome daquele que venceu. Ah, quem me dera um Pentescostes”.
Segunda, a atitude de atalaia, como a de um profeta (Ezequiel 3:16-20): advertir as pessoas do perigo que correm ao dar crédito a tais ensinos. Se não fizermos isso, teremos de prestar contas pelos infortúnios que sofrerem (vv 18 e 20). Em seu livro “Por que tarde o pleno avivamento?” o escritor norte-americano Leonard Ravenhill pergunta: “Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um náufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não iria prestar-lhe socorro? E você, conseguiria ficar ‘à vontade em Sião’ vendo o mundo ao seu redor ser condenado?”.
Última, a atitude de um evangelista, de um missionário, que não apenas ora ou adverte, mas que sai de si e vai até o outro para anunciar-lhe o novo e verdadeiro caminho que leva a Deus (Hebreus 10:20). O “Ide” do Senhor Jesus (Mateus 28:18-20) não foi endereçado apenas a pastores e líderes, mas a todos os crentes. O pastor e escritor brasileiro Edison Queiróz indaga: “Quem é que tem a responsabilidade de executar a obra de Deus aqui na terra? Sou eu! Eu tenho de entender que, se sou salvo, se saí das trevas para a luz, isto não é simplesmente uma questão de misericórdia de Deus, que me livrou da condenação; Deus me salvou, me libertou, para que eu levasse a mesma mensagem libertadora aos que estão ao meu redor”.
Deus tenha misericórdia de nós se não nos inflamarmos diante do triste quadro que a pesquisa do INBRAPE descortina diante de nossos olhos. Não permita o Senhor que nosso ardor tenha diminuído tanto a ponto de não nos constrangermos e nos movermos para mudar essa realidade. Que Ele nos capacite com poder e unção do Espírito Santo para orar por essas vidas, advertir do risco que correm e pregar a elas o Evangelho que salva.

Um comentário:

marilene disse...

Quando fui selada pelo Espírito Santo da promessa (Efésios 1:13), meus olhos foram desvendados, pois achava que iria direto para o céu e às vezes pensava que nasceria novamente.
O estudo em pauta é excelente, ótimo, de fácil entendimento, possibilitando à uma compreensão visível àqueles que ainda não sabem manusear as Escrituras.
Senhor, q através deste estudo, muitos sejam alcançados e conheçam a Verdade. Em nome de Jesus, Amém!