terça-feira, 13 de maio de 2008

VIVER E MORRER SEM MEDO


Nós, seres humanos, não gostamos de pensar na morte. Tentamos esquecer, a todo custo, sua iminência e sua inevitabilidade. Eleny Vassão, capelã do Hospital das Clínicas de São Paulo, expressou muito bem essa nossa tendência: "Gostaríamos de reduzir a morte às estatísticas. Números frios, porcentagens, gráficos. Gostaríamos de confinar a morte ao hospital, necrotério, cemitério. Gostaríamos de superar a morte com vacinas e remédios, técnicas e conhecimento". Assusta-nos saber que, um dia, haveremos de encará-la.
O pastor presbiteriano Júlio Andrade Ferreira brilhantemente tratou a morte como "nada tão certa, quando vista estatisticamente; nada mais incerta, quando se quer, em imaginação, antecipar sua chegada. Nada tão esperada quando um paciente tem longa agonia; não obstante, nada tão inesperada, quando realmente chega. Nada tão alheia, quando contemplamos um cadáver; nada tão pessoal, quando se trata da morte de cada qual".
Jesus Cristo é o remédio que nos sara da "tanatofobia", ou seja, nos cura do medo da morte. Se o Mestre nos ensina a viver melhor, quanto mais a morrer! Entendemos melhor o quanto é importante viver e morrer com ele quando nos lembramos de que esta vida que hoje vivemos é passageira; como escreveu o salmista: "Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar" (Salmo 103:15s). Mas Jesus afirmou: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente" (João 11:25s). O apóstolo Paulo declarou que os salvos, isto é, os que crerem, estarão "para sempre com o Senhor" (1 Tessalonicenses 4:17).
Você deseja viver sem medo de morrer? Deseja viver bem para morrer da melhor maneira possível? Então receba a Cristo como seu Salvador e reconheça-O como seu Senhor... e seja liberto de todo medo, para poder afirmar, como o apóstolo Paulo fez um dia: "Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Filipenses 1:21).

terça-feira, 6 de maio de 2008

NÃO ESTÃO MORTOS NEM PERDIDOS...

É freqüente ouvirmos as pessoas dizerem “morreu” ou “perdi” quando se referem ao passamento de entes queridos, como pais, mães, irmãos e irmãs. Em minha opinião, entretanto, no que diz respeito aos crentes em Cristo, estas expressões não se aplicam! Alguns podem considerar mero eufemismo ou afetação, mas creio que encontramos na Bíblia, a Palavra de Deus, relatos de situações das quais podemos extrair evidências que nos dão razões para suprimir estas palavras de nosso vocabulário.
Por ocasião da morte e subseqüente ressurreição de seu amigo Lázaro de Betânia, Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (João 11:25s). Conforme nota da Bíblia de Estudo de Genebra, tais palavras significam que “a vida, para o crente, não termina com a morte, mas continua eternamente, como uma vida de comunhão com Deus”.
Goethe (1749-1832), o maior escritor alemão do período romântico, escreveu: “Os que não acreditam em outra vida estão mortos mesmo nesta”. A outra vida, na qual cremos, segundo o Dicionário Teológico de Andrade, é a vida eterna, “suprema bem-aventurança dos que recebem a Cristo como o Salvador e Senhor de suas vidas... representa o maior anseio do ser humano: estar permanentemente ao lado de Deus”. Assim, a definição do Dicionário Aurélio para “vida” – espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte – é incompleta, se observada sob a perspectiva cristã.
O cristão é como o filho pródigo da conhecida parábola contada pelo Mestre dos mestres: “estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lucas 15:32). Jesus afirmou claramente que quem nele crê não morrerá jamais; além disso, o crente não está perdido, pois sabe para onde vai: aquele lugar que Jesus está lhe preparando. Ele disse: “Vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:2-3). Por isso o apóstolo Paulo escreveu que estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Deus nos deu vida juntamente com Cristo e nos ressuscitou, espiritualmente (Efésios 2:4-6).
Compreendemos por morte o fim da existência no planeta Terra, mas os que vivem sem Deus estão espiritualmente mortos. Assim, prefiro utilizar expressões como “Deus levou para junto de Si” ou “Deus chamou para apresentar-se à sala do trono” ou “foi promovido para a glória” ao referir-me àqueles cristãos amados que já partiram para a Nova Jerusalém. Afinal, assim disse o Senhor, não estão mortos, nem perdidos – mas vivem!