terça-feira, 6 de maio de 2008

NÃO ESTÃO MORTOS NEM PERDIDOS...

É freqüente ouvirmos as pessoas dizerem “morreu” ou “perdi” quando se referem ao passamento de entes queridos, como pais, mães, irmãos e irmãs. Em minha opinião, entretanto, no que diz respeito aos crentes em Cristo, estas expressões não se aplicam! Alguns podem considerar mero eufemismo ou afetação, mas creio que encontramos na Bíblia, a Palavra de Deus, relatos de situações das quais podemos extrair evidências que nos dão razões para suprimir estas palavras de nosso vocabulário.
Por ocasião da morte e subseqüente ressurreição de seu amigo Lázaro de Betânia, Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (João 11:25s). Conforme nota da Bíblia de Estudo de Genebra, tais palavras significam que “a vida, para o crente, não termina com a morte, mas continua eternamente, como uma vida de comunhão com Deus”.
Goethe (1749-1832), o maior escritor alemão do período romântico, escreveu: “Os que não acreditam em outra vida estão mortos mesmo nesta”. A outra vida, na qual cremos, segundo o Dicionário Teológico de Andrade, é a vida eterna, “suprema bem-aventurança dos que recebem a Cristo como o Salvador e Senhor de suas vidas... representa o maior anseio do ser humano: estar permanentemente ao lado de Deus”. Assim, a definição do Dicionário Aurélio para “vida” – espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte – é incompleta, se observada sob a perspectiva cristã.
O cristão é como o filho pródigo da conhecida parábola contada pelo Mestre dos mestres: “estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lucas 15:32). Jesus afirmou claramente que quem nele crê não morrerá jamais; além disso, o crente não está perdido, pois sabe para onde vai: aquele lugar que Jesus está lhe preparando. Ele disse: “Vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:2-3). Por isso o apóstolo Paulo escreveu que estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Deus nos deu vida juntamente com Cristo e nos ressuscitou, espiritualmente (Efésios 2:4-6).
Compreendemos por morte o fim da existência no planeta Terra, mas os que vivem sem Deus estão espiritualmente mortos. Assim, prefiro utilizar expressões como “Deus levou para junto de Si” ou “Deus chamou para apresentar-se à sala do trono” ou “foi promovido para a glória” ao referir-me àqueles cristãos amados que já partiram para a Nova Jerusalém. Afinal, assim disse o Senhor, não estão mortos, nem perdidos – mas vivem!

2 comentários:

mazanek disse...

Pastor, realmente esta designação para a morte é coerente e muito feliz, pois dá continuidade a vida de acordo com o pensamento cristão, não havia pensado mais profundamente a esse respeito.É muito triste pensarmos que alguém morreu por ter passado por esta vida e não ter se encontrado com Deus...
Um abraço, LOUISE MAZANEK

miguel lucas disse...

Muito bom , e algo que devemos prestar mais atenção se estamos mesmo preprarados para a vida eterna.
Abraço.

Miguel Lucas