terça-feira, 12 de agosto de 2008

12 DE AGOSTO DE 2008 - 149 ANOS DE PRESBITERIANISMO NO BRASIL: ASHBEL GREEN SIMONTON (II)

Ashbel Green Simonton, o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, foi consagrado por seus pais à obra de Deus por ocasião de seu batismo. Percebemos que tal consagração não foi em vão: anos mais tarde o jovem missionário registraria em seu diário: “Assumi os votos feitos por meus pais em minha infância ‘para ser do Senhor’, e fazer de seu serviço o supremo objetivo da vida...”.
Este é apenas o primeiro de muitos fatos conhecidos que marcaram a vida de Simonton e que servem de legado espiritual para os presbiterianos. Por esta e outras razões, ele pode ser tomado, não apenas pelos presbiterianos, mas também por cristãos de quaisquer outras denominações, como exemplo e inspiração na disposição, na submissão e na humildade diante de Deus.
Assim foi quando de sua decisão de evangelizar no Brasil. Após muita oração, comunicou o fato à família, e no dia 27 de novembro de 1857 escolhe o Brasil como seu campo. Simonton era oriundo de família abastada, poderia ter ficado nos Estados Unidos, prosseguido seus estudos e levado uma vida de conforto e tranqüilidade. Mas não foi isso o que ele fez.
Simonton foi obediente à vontade do Senhor para sua vida. Tal como o patriarca Abraão saiu da casa de seu pai e foi para a terra que Deus lhe mostraria (Gênesis 12), ele embarcou num navio – o Banshee -, e chegou a um país que lhe era totalmente estranho, mas não se permitiu intimidar.
Semelhante ao que fez a Abraão, Deus o abençoou e o engrandeceu, pois a igreja que Simonton iniciou cresceu e se multiplicou. Em seus 149 anos de existência a Igreja Presbiteriana do Brasil tem sido um instrumento usado por Deus para abençoar milhares de vidas!
Cabe aos presbiterianos imitar o exemplo daquele jovem que, aos vinte e poucos anos, deixou tudo para servir ao Senhor. Hoje temos muitos mais recursos do que naquela época, mas muitas vezes no acomodamos. Nós, crentes em Jesus Cristo, devemos valorizar o legado que herdamos de nossos pioneiros e antecessores. Consagremo-nos à obra de Deus, e que o Senhor nos use para abençoar esta nação brasileira!

12 DE AGOSTO DE 2008 - 149 ANOS DE PRESBITERIANISMO NO BRASIL: ASHBEL GREEN SIMONTON (I)


Ashbel Green Simonton nasceu em Hanover, no território de Dauphin, estado da Pensilvânia, Estados Unidos, em 20 de janeiro de 1833. Era o décimo primeiro filho (sete homens e quatro mulheres) de uma tradicional e destacada família presbiteriana. Seus pais, William e Martha Simonton, o dedicaram ao Sagrado Ministério logo no seu batismo.
Simonton abandonou seu curso de Direito para estudar teologia no Seminário de Princeton (1855-1858). Foi nesse período que se sentiu chamado por Deus para as missões e fez opção pelo Brasil. Após receber resposta positiva da Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América do Norte, foi ordenado e se preparou para a viagem.
O jovem pastor desembarcou na Baía da Guanabara em 12 de agosto de 1859. Dois anos após sua chegada batizou os primeiros convertidos e organizou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Em 1863, nos Estados Unidos, casou-se com Helen Murdoch. Infelizmente, ela faleceu quinze meses depois, nove dias após o nascimento da única filha que tiveram.
Simonton viveu sete anos no Brasil. Neste curto, porém frutífero período, ele fundou a primeira Igreja Presbiteriana do país - a catedral presbiteriana do Rio de Janeiro, parte de sua fachada na foto acima (1862), o primeiro jornal evangélico (1864), o primeiro presbitério (1865), a primeira escola paroquial (1866) e o primeiro seminário protestante (1867).
Valorosamente, ele lançou as bases para o rápido crescimento da comunidade presbiteriana no Brasil, dando ênfase ao evangelismo itinerante, à distribuição de Bíblias e ao preparo de uma liderança nacional. Faleceu em 1867, aos 34 anos de idade, na cidade de São Paulo, vítima de febre amarela.
Em 1855 ele escreveu, no diário que costumava cultivar, a seguinte confissão: “Renuncio a qualquer esperança de qualquer outro nome ou caminho de salvação, exceto o nome e o sangue de Jesus Cristo. E, se conheço meu coração, sou sincero no desejo de devotar-me a seu serviço”.