terça-feira, 30 de setembro de 2008

NOSSAS REAIS MOTIVAÇÕES...


Certa feita, um casal de noivos conversava. Ele estava angustiado, pois ela pensava em interromper o romance. O jovem suplicou: “Por favor, não faça isso... Eu preciso de você”. Ao que a moça respondeu: “É exatamente isso; não quero alguém ao meu lado apenas por precisar de mim, mas por me amar e ter prazer de estar comigo. O que acontecerá quando você não precisar mais da minha companhia?”
Quantas vezes nosso relacionamento com Deus é sustentado exclusivamente por nossas necessidades! Quantas vezes buscamos a face do Senhor em oração apenas para pedir! A oração é muito mais do que isso. Oração, segundo o Dr. James Houston em seu livro “Orar com Deus”, é um encontro pessoal e íntimo com Ele, não um relacionamento utilitário e funcional! Oração é, antes de tudo, amizade com Deus.
Abandonemos a insinceridade e o superficilialismo! Dediquemo-nos à busca da intimidade e da profundidade. Preparemo-nos para as mudanças decorrentes, como expressou o teólogo Sóren Kierkegaard: “A oração não transforma a Deus, mas transforma aquele que ora”. O pastor presbiteriano Ricardo Barbosa afirmou: “Quem não deseja ser transformado dificilmente experimentará o significado e a bênção da oração”.
Simulamos simpatia por pessoas quando estamos interessados no que elas têm a nos oferecer. Mas Deus conhece nossas reais motivações: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos” (Jr 17:10). Que tal orar não apenas quando precisamos de coisas? Consideremos o que Deus diz, numa criativa paráfrase de Eugene Peterson, citada em “Intimidade com Deus”, por Charles Swindoll: “Caia fora da agitação! Contemple-me com amor, durante um longo tempo, a mim que sou o seu Deus das Alturas, acima da política, acima de qualquer coisa” (Sl 46:10).

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