quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O ESFORÇO PELA REFORMA PROTESTANTE

Foi em 31 de outubro de 1517, há exatamente quatrocentos e noventa e um anos, que Martinho Lutero – monge agostiniano e professor de teologia da Universidade de Wittenberg, na Alemanha –, publicou suas famosas noventa e cinco teses, que contrariavam os ensinos e as práticas da igreja medieval. Por ter sido o deflagrador de um movimento considerado mais do que meramente religioso, ele passou a ser chamado de pai da Reforma Protestante.
Ainda que as atitudes deste homem ousado tenham sido cruciais para o desenvolvimento da História, os méritos pelos acontecimentos tão importantes não são exclusivos dele. De fato, tanto antes quanto depois de Lutero, homens e mulheres valorosos pagaram alto preço pelo amor a Cristo, mas mantiveram o compromisso com os princípios do Reino de Deus, revelados na Bíblia Sagrada.
Alguns antecessores de Lutero, muito conhecidos, podem ser citados: John Wycliff (1320-1384), na Inglaterra, foi perseguido por denunciar o mundanismo dos líderes espirituais da época; o tcheco John Huss (1369-1415), foi queimado numa fogueira por defender Jesus como único líder da igreja; na Itália, Girolando Savonarola (1452-1497) teve o mesmo fim de Huss por criticar a imoralidade e a corrupção do clero de então.
Depois de Lutero outros se esforçaram pela implantação dos ideais reformadores em vários países, como Philip Melanchton, Ulrico Zwínglio, Guilherme Farel, João Calvino, Teodoro Beza e John Knox. Além destes, famosos, não podem ser ignorados os milhares de anônimos que, longe dos olhos do mundo, contribuíram decisivamente para que a luz do evangelho raiasse nas trevas, dissipando as nuvens de ignorância e perversão.
Nós, cristãos do século vinte e um, atualizamos a Reforma Protestante sempre que observamos palavras como as do apóstolo Paulo, registradas no Novo Testamento: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos, pela renovação da vossa mente” (Rm 12:2ª). Também atualizamos a Reforma quando defendemos os princípios básicos da fé (Sola Fide), da graça (Sola Gratia), da Escritura (Sola Scriptura) e de Cristo (Solo Cristus) somente. A exemplo dos reformadores, devemos nos esforçar para nos manter fiéis, fortalecidos, esclarecidos, informados e aptos a testemunhar, em nome do Senhor da Igreja! A ele seja a glória para todo o sempre, amém.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

UM OLHO CEGO E UM OUVIDO SURDO


Certa feita, Charles Haddon Spurgeon, famoso pregador inglês do século dezenove, despertou a curiosidade de seus ouvintes dizendo que deveriam ter um olho cego e um ouvido surdo, para evitarem os mexericos, frivolidades e todas as vaidades destiladas pela língua humana. Essa advertência é mais pertinente do que parece a princípio e serve para todos nós, em todas as esferas da vida, principalmente a dos nossos relacionamentos!
Em certas circunstâncias devemos agir como cegos, e em certas conversas, proceder como surdos... Mesmo que quem nos provoque ou nos fale não saiba disso! Conforme Spurgeon: “Você não pode deter a língua das pessoas; portanto, a melhor coisa é deter os seus ouvidos, e não ligar para o que digam”. O sábio rei Salomão escreveu: “Não fique escutando tudo o que os outros dizem, pois poderá ouvir o seu empregado falar mal de você” (Eclesiastes 7:21 – Bíblia na Linguagem de Hoje).
A Bíblia nos dá exemplos de pessoas que ignoraram o que diziam delas e o que lhes faziam os outros: O patriarca Nóe fez pouco caso do escárnio de seus conterrâneos, construiu sua arca debaixo de vaias, mas foi salvo pela fé (Gênesis 6-10); o governador Neemias olvidou as ameaças de seus inimigos e concluiu a reconstrução dos muros de Jerusalém (Neemias 6:1-14); o apóstolo Pedro não se intimidou com a proibição do Sinédrio, o mais alto tribunal dos judeus, de pregar a Cristo, e disse: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:17-29).
Em qualquer momento de sua vida, especialmente ao estabelecer seus projetos, alvos e metas, lembre-se de que alguém poderá tentar afastá-lo de seus objetivos e desanimá-lo da realização de seus sonhos. Volte-lhe, então, seu ouvido surdo e seu olho cego. Ignore as críticas improcedentes e comentários frívolos e vá em frente! Considere o que disse um velho filósofo: “As grandes obras são sonhadas por gênios loucos, conquistadas por lutadores natos, desfrutadas por felizardos do bom senso e criticadas pelos inúteis de sempre”. Que as bênçãos de Deus estejam sobre você!