quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

EU TAMBÉM SOU OVELHA...


A maioria das igrejas evangélicas do Brasil celebra o Dia do Pastor em 10 de junho, mas a Igreja Presbiteriana do Brasil comemora o Dia do Pastor Presbiteriano em 17 de dezembro. Esta data foi estabelecida em função da ordenação do primeiro ministro presbiteriano brasileiro, Rev. José Manuel da Conceição, em 17 de dezembro de 1865.
Assim como outros candidatos ao Sagrado Ministério da Palavra de Deus, eu mesmo fui ordenado por um Presbitério e, assim, me tornei um pastor dessa denominação. Mas, antes de ser um pastor, eu fui e continuo sendo uma ovelha do Senhor. Convido você a refletir sobre esta verdade, de que mesmo os pastores ainda são ovelhas...
Em certa ocasião, Jesus Cristo afirmou ser o bom pastor, conhecido por suas ovelhas, que dá a vida por elas (Jo 10:14s). Um sentimento caloroso tomou conta de meu ser quando pensei nisso. Crianças, adolescentes, jovens e adultos, homens e mulheres, membros comuns de igrejas, líderes de ministérios ou não; diáconos, presbíteros, missionários, seminaristas ou pastores, todos somos ovelhas do Senhor.
Como é bom saber que eu também sou ovelha do rebanho do Supremo Pastor! Lembro-me da parábola do homem que tinha cem ovelhas e, ao perder uma, deixou as outras e saiu à procura da desgarrada, até achá-la (Lc 15:3-7). Ele a encontrou arranhada por espinhos e ferida pelas rochas. Ele aplicou bálsamo em seus machucados e a carregou nos braços de volta ao aprisco seguro e aquecido. Boyer, comentarista bíblico, escreveu: “Grande é a compaixão deste Pastor! Nenhuma palavra de repreensão, nem de censura! Que momento de gozo para o Salvador e para a ovelha”.
Isto é maravilhoso: saber que todas as vezes que me encontro ferido, confuso e aflito por causa das intempéries da vida ou devido aos problemas causados por minhas atitudes inconseqüentes, o pastor de minha alma sai à busca para salvar-me e tratar-me! É o cuidado amoroso de Jesus que me dá ânimo e forças para continuar esta caminhada em direção à glória, apesar de todas as minhas fraquezas.
Você tem se sentido assim, como eu? Uma ovelha enfraquecida, carente de cuidados? Lembre-se: somos ovelhas do bom pastor, que ouve o nosso balido de dor à distância e corre para livrar-nos, não importa o espinheiro em que nos metemos. Mesmo que o rebanho tenha nos abandonado, ele sempre volta para buscar-nos. Pense assim, portanto: como é bom ser ovelha de Jesus, o bom pastor!

Um comentário:

Beto, O Mariano!!! disse...

Melhor ainda quando o nosso pastor é cheio de entendimento e sabedoria.

Um forte abraço,
Mariano.