quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O LEGADO DA REFORMA PROTESTANTE

No próximo sábado, milhões de cristãos ao redor do mundo louvarão a Deus pelos 492 anos da deflagração da Reforma Protestante. Foi no dia 31 de outubro de 1517 que o monge agostiniano Martinho Lutero afixou, nos portões da catedral de Wittenberg, Alemanha, suas famosas noventa e cinco teses, discordando dos procedimentos da Igreja Medieval, a qual considerava herética.

Sua intenção, a princípio, foi convocar a comunidade acadêmica da universidade em que era professor para um debate, mas nem o próprio Lutero poderia prever as conseqüências de seus atos: Suas idéias foram amplamente divulgadas e despertaram a contrariedade e a oposição do clero, culminando na sua excomunhão e impiedosa perseguição.

Apesar de todos os esforços contrários, o movimento angariou a simpatia de muitos e recrutou defensores para sua causa. Os ideais protestantes se espalharam pelo Europa e chegaram aos demais continentes. Nós, presbiterianos brasileiros, filhos legítimos do movimento reformado de Guilherme Farel, João Calvino, Teodoro Beza e João Knox, não deixamos de ser herdeiros da Reforma Alemã e, até os dias hodiernos, desfrutamos seu valioso legado.

Entre os inúmeros e duradouros benefícios espirituais promovidos pela Reforma, contamos: O acesso irrestrito à Bíblia Sagrada, a simplificação do culto, o retorno ao modelo da igreja do Novo Testamento, o sacerdócio universal dos crentes, a afirmação de Cristo como o único mediador entre Deus e pecadores e a salvação pela graça, não por obras ou méritos humanos.

Mesmo os cristãos que não conhecem os detalhes da história e da teologia da Reforma Protestante são inevitavelmente influenciados por ela em seus pensamentos e práticas, através de seus cinco princípios básicos: sola gratia (Só a graça), sola fide (Só a fé), sola Scriptura (Só a Escritura), solus Christus (Só Cristo) e soli Deo gloria (Glória somente a Deus).

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