sábado, 13 de fevereiro de 2010

ANJOS: UMA PERSPECTIVA BÍBLICA

Introdução
Anjos são criados, seres espirituais agraciados com imortalidade e submissos a Deus. Eles podem ser descridos como guardiões celestiais, guerreiros, espíritos ministradores ou mensageiros. Tradicionalmente há nove ordens de seres espirituais, como serafim, querubim, tronos, domínio, virtudes, poderes, principados, arcanjos e anjos. Anjos caídos, um terço de todos os anjos, geralmente são descritos como diabos ou demônios, o qual o chefe é Lúcifer, um antigo arcanjo filho da manhã, ou Satã, conhecido em hebraico como Abaddon ou em grego como Apollyon, o que significa “destruidor”. Outras descrições de Satã incluem príncipe das trevas, adversário, acusador, enganador, dragão, mentiroso, leviatã, assassino, serpente, atormentador e deus deste mundo. Os arcanjos restantes, ou anjos chefes são conhecidos por Gabriel e Miguel que com os dois terços remanescentes de todos os anjos dignos de confiança, servem e são leais a Deus Todo Poderoso e Seu filho Jesus Cristo, conhecido como o Verbo, através de quem todo o universo foi criado. Nos últimos dias desta era os anjos tem se tornado proeminentes, citados com freqüência em breves aparições, para assistir seres humanos em tempos de grande necessidade como foram descritos na Bíblia e como tem sido evidente em todos os tempos bíblicos. Os adeptos da New Age freqüentemente se referem a eles como seus guias, ainda que esses falsos anjos haverem sido previamente conhecidos como “guias espirituais” ou demônios. Os demônios, como seres espirituais do mal, tem a habilidade de “possuir” ou habitar as almas de seres humanos e, depois disso, obter satisfação forçando seus possuídos a falar e comportar-se de modo destrutivo. Eles abandonam suas habitações apenas quando uma força espiritual maior, o Espírito Santo, prevalece através da intervenção humana.

Anjos são guerreiros
As Escrituras falam de anjos em guerra, que lutam batalhas espirituais por nós e que derrotam os esforços dos demônios de Satã para nos tirar as bênçãos de Deus. Daniel 10:12-14 descreve um conflito nos céus entre Miguel, o anjo patrono dos judeus, e o anjo patrono da Pérsia. Daniel tinha jejuado diante de Deus por três semanas, procurando entender o futuro. O locutor da passagem, possivelmente Gabriel, veio para entregar a mensagem a respeito do futuro para Daniel e explicou que havia sido detido por vinte e um dias pelo “príncipe do reino da Pérsia” até que Miguel, um arcanjo guerreiro veio para ajudá-lo. Gabriel comunica que precisa retornar para continuar a luta, e ele espera envolver-se com o anjo patrono da Grécia (um demônio) também. A tentativa daquelas forças espirituais do mal de opôr-se a ele sugere que elas não queriam que Daniel soubesse sobre o que aconteceria ao judeus nos dias que estavam por vir. Quando o chefe dos sacerdotes e anciãos de Jerusalém chegou para prender Jesus no Jardim de Getsêmani, seus discípulos estavam prontos para atacar. Um até desembainhou sua espada e cortou fora a orelha de um dos servos do alto sacerdote. Jesus o repreendeu, dizendo que se Ele pedisse, Deus enviaria doze legiões (72.000) de anjos para resgatá-Lo. (Mateus 26:47-54). Mas fazendo isso estaria evitando que as Escrituras se cumprissem. Seu destino era ser Cordeiro do sacrifício por nossos pecados, e para isso era necessário Jesus morrer na cruz pela salvação das nossas almas; redenção do pecado. Redenção do pecado é possível somente através do derramamento de sangue inocente, o qual apenas Jesus havia possuído. Durante a caminhada pelo deserto dos filhos de Israel, Deus os guiou com uma coluna de fogo durante a noite e uma nuvem durante o dia. Ele ordenou a Moisés para viajar em direção à terra que haiva sido prometida a eles e Ele prometeu que enviaria anjos para lutar por eles (Êxodo 33:2). Sem a intervenção divina e a atividade dos anjos guerreiros, eles jamais teriam chegado à terra prometida. Sem a intervenção dos anjos de Deus hoje, para lutar nossas batalhas espirituais (veja Falsos Anjos) por nós, jamais chegaremos à nossa terra prometida como filhos do Pai Celestial.

Anjos são protetores
As Escrituras nos falam que podemos esperar anjos para intervir em nossos negócios, para ajudar-nos quando precisarmos. Paulo, em Hebreus 1:14, diz que anjos são espíritos ministradores enviados para ministrar àqueles que herdarão a salvação. Aqueles que herdarão a salvação são os comprados pelo sangue, filhos redimidos de Deus que repousam sua fé em Jesus Cristo e Sua salvação providenciada por Seu sacrifício no Calvário por nossos pecados. O salmista, no Salmo 91:11-12, declara que Deus ordenou a Seus anjos a nossa proteção: “... Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra”. Satã usou esse texto contra Jesus no monte da tentação quando O impeliu a jogar-Se do pináculo do templo, já que os anjos O salvariam. Jesus contra-atacou com a Escritura: “Está escrito, não tentarás ao Senhor teu Deus”. O alerta aqui é claro: Ainda que Deus envie a nós ajuda em tempos de necessidade, não devemos desafiá-Lo deliberadamente nos colocando em perigo iminente e em desobediência à Sua palavra. Anjos foram ativos nos dias dos apóstolos, provendo conforto, libertando de prisões e dando direção. Os apóstolos foram capturados pelos sacerdotes e lançados na prisão para ser julgados, mas Atos 5:17-21 descreve como um anjo abriu as portas da prisão, colocou-os para fora, e disse-lhes para ir ao templo e falar ao povo sobre Jesus. Os apóstolos obedeceram e o grande reavivamento continuou. Este foi um exemplo maravilhoso da intervenção de anjos no trabalho do evangelho para a salvação de almas do inferno, que é o destino de almas humanas cujos pecados não são perdoados e cobertas com o sangue puro de Jesus.

Anjos são mensageiros
Talvez anjos sejam melhor conhecidos como Mensageiros de Deus. Há muitos relatos na Escritura, centrados no nascimento de Jesus e na proclamação de sua Palavra após Sua morte. O sacerdote Zacarias foi visitado por um arcanjo, Gabriel, que declarou que sua esposa estéril, Izabel, logo daria à luz um filho (Lucas 1:11). Esta criança era João, o Batista, cuja missão era preparar o povo para a chegada do Messias. Gabriel foi também enviado a Maria, para anunciar que, mesmo sendo ela uma virgem, haveria de dar à luz um filho, que seria chamado Jesus. Nas palavras do anjo está a proclamação do Messias: “Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai Davi, e Ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre; e o Seu reino jamais terá fim... Por isso a criança será chamada santa, o Filho de Deus” (Lucas 1:26-35). Um anjo falou ao discípulo Felipe e lhe disse para ir ao deserto, ao sul de Jerusalém para Gaza. Felipe obedeceu e encontrou um eunuco etíope, que estava confuso com uma passagem da Escritura. Felipe explicou a Escritura, a qual era uma profecia sobre Jesus e Seu sacrifício por nossos pecados. O etíope creu e foi batizado no nome de Jesus (Atos 8:26-29). Muitos outros textos falam de Deus enviando anjos como mensageiros para Seu povo, às vezes trazendo palavras de conforto, outras vezes, palavras de advertência.

Anjos são enviados como resultado de oração
Em muitas ocasiões é evidente que os anjos são enviados para interceder por seres humanos apenas depois que outros oraram em seu favor. Abraão, ao ouvir o plano de Deus de destruir a imoral cidade de Sodoma (e Gomorra), suplicou em favor dos justos e seu sobrinho Ló: “Destruirá o Senhor os justos com os pecadores? Suponha que há cinqüenta justos na cidade, destruirá o Senhor a cidade e os cinqüenta justos que estão nela?” Quando Deus prometeu poupar a cidade por cinqüenta justos, Abraão continuou barganhando, até que Deus prometeu poupar a cidade por dez justos. Deus não encontrou dez justos em Sodoma, mas enviou dois anjos para tirar Ló e sua família para fora da cidade antes da destruição total, um holocausto de fogo e enxofre (Gênesis 19:15). Em Atos 12:5-8, Pedro estava aprisionado e seria levado diante de Herodes. Orações constantes era oferecidas a Deus em favor dele pela igreja, e no meio da noite, um anjo despertou Pedro, soltou suas corentes, e o guiou para fora da prisão. Isto nos estimula, como cristãos, a continuar intercedendo por outras pessoas, implorar a Deus para intervir por todos nós que estamos a Seu serviço. Apenas Deus pode revelará as muitas vezes que temos sido poupados da morte e injúria graças à intervenção de anjos, respostas de orações intercessórias de uns pelos outros. Quando você sentir o impulso de orar por outros, faça de uma vez. Você não sabe o que pode estar acontecendo naquele exato momento de suas vidas. Certamente Deus pode enviar um anjo para ajudá-los numa hora de terrível necessidade.

Anjos não devem ser adorados
É bom esclarecer que seres humanos não comandam anjos. Anjos são seres de Deus e respondem aos comandos dEle. Nenhum de nós deve adorar anjos. A carta de Paulo aos Colossenses foi escrita para corrigir os ensinos errados de alguns de seus mestres, inclusive a adoração de anjos: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos...” (Colossenses 2:18). Fomos criados para adorar somente a Deus. Paulo fala da miséria do homem que adorar a criatura ao invés do criador (Romanos 2:24-25). Anjos foram criados para adorar a Deus, como nós. Um dia, nós, os redimidos do pecado pelo sangue de Jesus, vamos reinar com Cristo nos céus, e julgar os anjos (1 Coríntios 6:3, Romanos 8:17).

Falsos anjos
Nem todos os anjos são de Deus. Jesus disse a Seus discípulos que Satanás tem seus anjos também, e Deus preparou um lugar de punição e castigo para eles (Mateus 25:41). Paulo nos fala que o próprio diabo aparece muitas vezes como um anjo de luz iludindo aqueles que não têm boa base na Palavra de Deus (2 Coríntios 11:12-15). Há uma batalha entre o bem e o mal, entre Deus e Satanás pelas almas da humanidade. As Escrituras falam de batalhas travadas entre os anjos guerreiros, onde os anjos satânicos lutam para impedir a realização da obra de Deus. Devemos estar preparados para discernir o bem do mal, o certo do errado, espíritos satânicos de Espíritos de Deus. Os anjos de Deus jamais dirão ou sugerirão quanquer coisa contrária à Palavra de Deus. Exemplos de falsos anjos são aueles chamados “guias espirituais”pelo movimento New Age, e “anjos” descritos em relatos de pessoas que dizem ter tido experiências de vida após a morte. Por outro lado, podemos Ter certeza que Deus envia seus anjos para proteger-nos e, mesmo que jamais encontremos fisicamente um anjo durante nossa vida, é certo que Deus, como amado Pai daqueles que crêem em Jesus, Seu filho, tem comissionado anjos anjos para nos assistir em nossa jornada nesta vida.

Anjos e experiências pós-morte
Espíritos satânicos que se passam por anjos têm sido descritos em relatos de não-salvos ou não crentes, nos quais eles contam Ter passado através de um túnel que os conduzia a uma área de brilhante luz onde uma figura lhes dava boas-vindas e os levava a crer que tudo estava bem e permaneceria assim eternamente. Estas pessoas afirmam ter nenhum medo da morte dizendo que além da morte há uma existência de grande paz e amor. Muitas jamais acreditam que precisam de um Salvador peols seus pecados e pensam que vivendo uma vida “boa e honesta” vão assegurar paz eterna. Para os nascidos-de-novo, crentes em Jesus Cristo, esta libertação do medo da morte é legitima e verdadeira. Para aqueles cujos pecados não foram perdoados através da fé no perfeito sacrifício de Deus, eternamente vão esperar nada além de terror e lamentos sem fim. Jesus declarou que no fim desta era, Ele enviaria Seus anjos para reunir todos os incrédulos e “lançá-los numa fornalha de fogo; então irão chorar e ranger os dentes” (Mateus 13:41-42); estas almas são destinadas a passar a eternidade separadas de Deus, torturadas pelos falsos anjos de Satanás. Isto certamente não soa como uma existência pacífica após a morte para os não-redimidos do pecado!

Conclusão
Nestes dias finais da era da igreja há uma crescente atividade angelical, como houve uma crescente atividade angelical que precedeu o nascimento de Jesus e durante o Seu ministério sobre a terra. O fim dos tempos traz consigo o crescimento também na atividade satânica. Para conter esta atividade é necessária intervenção das poderosas hostes angelicais de Deus. Os anjos de Deus são guerreiros e guardiões, comissionados a proteger os filhos redimidos em suas tarefas diárias. Anjos desempenharam um papel importante na preparação para a vinda do Messias e também o farão no fim dos tempos. É importante entender que nem todos os relatos e mensagens dos anjos são necessariamente da parte de Deus; há anjos falsos também. Devemos estar prontos para discernir o bem e o mal, o certo e o errado, anjos satânicos e anjos de Deus.

Karen Geffert in collaboration with Jean Kincaid, Ph.D. and John E. Wootton, Ph.D.
Traduzido pelo Rev. Oslei do Nascimento

2 comentários:

Ivan P. Guedes disse...

Interessante estas informações. Parabéns!

AMADA DE DEUS disse...

LOUVORES A DEUS A QUEM LHE DEU SABEDORIA A TI POR ESSE ARTIGO!PARABÉNS!